Gótica... Depressiva... Uma verdadeira fadinha dark de pele extremamente branca, cabelos pretos e olhos transparentes. Foi assim que conhecemos Amy Lynn Lee em Março de 2003, enquanto sua banda, Evanescence, lançava o primeiro álbum de estúdio, Fallen, e se tornava um fenômeno mundial, ao lado do seu então suposto noivo, o guitarrista Ben Moody.
Logo nos primeiros meses de fama, o Evanescence já passava por maus momentos com uma intriga entre os co-fundadores(Lee e Moody) que já não estavam mais juntos. Então, Ben decidiu deixar a banda no meio de uma turnê europeia, deixando Amy Lee com toda uma responsabilidade nas costas e sozinha no controle, sendo excomungado pelos fãs e pela mídia, embora até hoje não se saiba quem foi o verdadeiro culpado de sua saída.
Amy, como única líder agora, tomou as rédeas e o controle total da banda. Agora ela não era a imagem do Evanescence e sim a principal compositora, a pianista e a verdadeira alma.
Ao final da turnê mundial de Fallen, Amy Lee dizia-se exausta e incapaz de voltar aos estúdios para a gravação de um novo álbum, então, tirou um tempo para descansar. Depois de quase 4 anos - turbulentos e cheios de imprevistos -, é finalmente lançado The Open Door, sendo Amy compositora de todas as faixas e com participações do atual guitarrista Terry Balsamo e do baixista Tim McCord. Com uma sonoridade completamente diferente do disco anterior (mais sombria e com mais influência da música clássica), o disco vendeu apenas metade do que foi vendido por Fallen. Ainda assim, Lee dizia que era o melhor trabalho de sua vida e da carreira do Evanescence, que ela tinha se reinventado e reconquistado aqueles fãs que eram verdadeiros.

Até aí estava tudo bem, até surgirem novos problemas: intrigas com os, até então, guitarrista e baterista, respectivamente, John LeCompt e Rocky Gray. Um dia antes do seu casamento com o terapeuta Josh Hartzler, Amy os demitiu alegando uma certa discordância da parte deles para com a composição das músicas. Segundo o que ela disse à mídia, John e Rocky queriam compor músicas comerciais, expressando sua masculinidade e não era disso que se tratava sua arte.
Semanas antes do retorno da turnê mundial do álbum The Open Door, Amy Lee contratou novos músicos para substituirem Gray e LeCompt até o fim dos concertos, o guitarrista Troy MacLawhorn e o baterista Will Hunt, que se tornariam membros oficiais futuramente.
Após o fim da The Open Door Tour, Amy disse que o Evanescence daria um tempo indeterminado na carreira de, no mínimo, 2 anos. Neste período participou de alguns projetos fora da banda e até mesmo de um remake da trilha sonora do filme Nightmare Before Christmas de Tim Burton. A música escolhida foi Sally's Song, interpretada na versão original por Fiona Apple. Três anos depois - dando um intervalo total de 5 anos desde o lançamento de TOD -, depois de começos não terminados, contratempos e um incêndio no estúdio, é lançado o auto intitulado Evanescence, com uma sonoridade completamente diferente dos outros 2 álbuns e com letras menos melancólicas, deixando alguns fãs que tanto esperaram desapontados.
Um ano depois é chegado o fim da Evanescence World Tour, com um show emocionante e memorável na Wembley Arena no Reino Unido. E agora Amy Lee declarou que o Evanescence vai dar mais um tempo, de provavelmente outros 5 anos e que prefere ficar no anonimato que ser famosa.
Não sei se daqui a 5 anos os fãs a receberão tão bem novamente. A cada "tempo" que o Evanescence dá, mais fãs desistem da sua música. Uns por se cansarem, outros por não aceitarem as mudanças sonoras que Amy Lee provoca na banda.
O imprevisível se torna previsível demais quando é constante. A pessoa que escreveu um dia "Waking up is knowing who you really are" não parece ser a mesma que escreveu "Do what what you want" e são essas e outros enésimos fatores que fazem os fãs do Evanescence desistirem de acompanhar a banda.
Será que ainda estaremos esperando quando Amy Lee finalmente resolver voltar aos palcos? Ou será que dessa vez ela desistirá mesmo da banda? Nunca se sabe. A única coisa que se sabe é que ela sempre vai dar um tempo, e nós, que a vemos crescer, sempre estaremos esperando para assistir de camarote ao seu triunfo.
Enfim, parabéns pelos seus 31 anos!