As minhas horas que antecedem a hora menos esperada.
Vinícius G. Azevedo.
E eu? O que acho da vida?
Depende do que se fala.
Coisas que atrás ficaram ou será coisas que ainda vão passar?
São algumas de minhas perguntas, que são tantas.
Faço-as mesmo com poucas respostas.
Só sei que tenho haveres que quero levar,
Do meu hoje pro meu amanhã, e porque não?
Meu corão que pulsa tanta vida, ainda.
Dos poucos anos que possuo.
Da minha bagagem, que não é pesada.
Tudo isso preciso levar, até que eu me definhe.
Às vezes falo de coisas que vi,
De coisas que sonho em ver.
Às vezes se confundem, não dá pra saber.
Mas são coisas que só falo.
Os mesmos poucos anos não me permitem conhece-las.
Ouvi de meus pais, a quem quero bem,
Dos meus companheiros de mais idade,
A quem também quero do mesmo modo.
As coisas que realmente já vi, levo-as comigo.
São saudades, que nostalgia me provoca.
São as dores não da casca, mas da alma.
Das quais, eu sendo menino ouvia, mas não as tinha.
Coisas que eram sérias brincadeiras.
Juntamente com as minhas juvenis pinturas a giz.
E minhas outras diabruras.
E hoje? O tempo me passa me tornas cada vez mais avisado,
Sem mais as traquinagens...
Pois o coração que pulsa a minha vida,
O se definhará como eu, juntamente a mim.
Por motivo dos anos, das coisas que passamos a não só ouvi-las.
Até alegria de nos acabarmos, dar fim, se assim agora fizermos bem.
A isto tudo que chamamos de viver.
Dar adeus a todas essas coisas ditas aqui?
Isso na hora de morrer? Ou será nascer?
O que esperar da hora menos esperada?
Morrer, ou nascer, o que será?
Se me coubesse escolha.
Assim faria querer que seja tudo sonho.
Pois seria a hora de acordar.

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