terça-feira, 1 de maio de 2012

Um em Dois


Porque é que as balinhas boas são sempre poucas e as ruins são tantas?- Ela disse olhando atenciosamente para o pacote de jujuba “gominha”, e Ele respondeu com um sorriso – Para aprendermos a escolher bem e não colocar qualquer porcaria na boca – Ela sorriu. E ali eles continuaram sentados, em um declive gramado de uma praça qualquer, compartilhando um fone auricular e ouvindo a playlist que ela montara, enquanto o fim de tarde passava e a luz do sol cada vez mais afastava a sombra das árvores que os rodeavam refletindo os belos olhos castanho-esverdeados dela. Para ele aquilo era como dormir de olhos abertos e acordar sem saber o que havia sonhado como sempre acontecia com ela. A amizade dos dois surgiu como uma mina d’agua que brota das camadas mais profundas do coração e segue correndo livremente, descobrindo vales, cavernas, e desembocando em um rio de novas possibilidades, tão natural quanto um rio que corre para o mar e os pássaros migram no inverno. Dois corpos partilhando uma alma, ou duas almas irmanadas como ela costumava dizer [enfim, não importa]; Dizem que quando se cuida do próprio jardim as borboletas vêm até você, eles eram o jardim um do outro, e também as borboletas, e não importa o que acontecesse um sempre estava ali para o outro, para retirar as ervas-daninhas do coração do outro, afastar os fantasmas, e se apoiar quando uma pedra surgisse no meio do caminho. Amizade, a manifestação Mor da união e perfeita comunhão dos sentimentos  humanos, assim eram os dois: amigos-irmãos-amantes-companheiros-umsóemdois.

2 comentários:

  1. Vocês escrevem muito bem, continuem assim, pq o blog ta bem interessante ^^

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  2. Que lindo >.< Eu desconhecia os talentos do meu pequeno ^^ Continue assim, afinal, porcos conseguem passar para o papel o que realmente está dentro de si...

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